
Os longos períodos de silêncio de Floriano Peixoto fizeram com que ele recebesse o apelido de “A Esfinge”.
Promovido ao posto de Major por sua atuação na Guerra do Paraguai, Floriano Peixoto participou com destaque nas batalhas de Tuiuti, Itororó, Lomas Valentinas e Angustura. Relata-se que, durante as batalhas, mantinha uma “fria intrepidez” ante os inimigos. Em 1889, assumiu a vice-presidência do País, tomando posse na Presidência dois anos depois, com a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca.
É reconhecido como o “Consolidador da República”. Seu mandato foi marcado por um período turbulento da história brasileira, e duas revoltas, a da Armada e a Federalista, colocaram à prova a capacidade de seu governo. Com uma atuação enérgica e ditatorial, agiu com determinação ao debelar as sucessivas rebeliões que marcaram os primeiros anos da república do Brasil.
A revolta da Armada (1893-1894) foi chefiada pelo seu ex-ministro da Marinha, Custódio de Mello que, juntamente com o comandante da Escola Naval, Saldanha da Gama, e o vice-almirante Eduardo Wandelkolk, pedia a renúncia do Presidente. Já a Revolta Federalista, surgida no Rio Grande do Sul, se tornou em um dos conflitos mais violentos e sanguinários da República Velha.
Para derrotar a primeira, Floriano Peixoto usou da força – “reagirei até o último cartucho, até o último soldado, declarou – enquanto, para a segunda, estabeleceu uma negociação que culminou em acordo entre as forças antagônicas (os federalistas maragatos e os republicanos chimangos), com direito à concessão de anistia aos federalistas presos. Porém, isto só ocorreu no governo de Prudente de Moraes, já em 1895.
Apesar de seu caráter autoritário e de ser pouco afeito às atitudes democráticas, o Marechal terminou sua vida, em 29 de junho de 1895, amado pelo povo. Seu corpo, depois de embalsamado, foi velado em sua casa, na Rua da Emancipação, Rio de Janeiro, tendo ficado exposto à visitação durante três dias. Conforme os jornais da época, pessoas de todas as classes sociais compareceram ao velório. Sua procissão fúnebre foi acompanhada por mais de 10 mil pessoas, e as janelas se encontravam repletas de senhoras que choravam de maneira inconsolável.
Após sua morte, foi encontrado um papel no bolso do casaco de Floriano Peixoto. Ele continha um discurso que seria feito depois de uma homenagem, realizada por jovens republicanos, durante sua visita à Divisa, em Minas Gerais. Este discurso é considerado o testamento político de Floriano Peixoto.







