
Lula, Dilma Rousseff e José Serra
Na cidade de Guarulhos, Lula ainda pediu votos para Mercadante, candidato ao governo paulista, conclamando a uma virada do candidato petista.
Serra critica
Enquanto isso o candidato tucano, José Serra, voltou a criticar sua adversária por “ficar na sombra” do presidente Lula. “Acho importante que quem quer ser presidente da República se mostre e não pedir ao presidente, ao chefe da campanha, que a defenda”, afirmou ele. Serra concedeu também uma coletiva à imprensa após visitar o Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista, ao lado de Geraldo de Geraldo Alckmin, candidato ao governo paulista.
Lula
Serra evitou comentar críticas feitas por Lula, dizendo que não ia ficar batendo boca com ele. Para Lula a campanha de Serra está “baixando o nível”: “Enquanto nossa campanha está tranqüila, do outro lado, nós temos um adversário que o bicho está em uma raiva só”, afirmou o presidente. E prosseguiu no seu ataque: “Mentira tem perna curta quando as pessoas começam a mentir descaradamente, quando começam a procurar alguém para responsabilizar pelo seu fracasso, aí a coisa não fica bem”.
Lula falou um dia após Serra usar o seu horário eleitoral gratuito para atribuir à campanha da ex-ministra a quebra do sigilo do Imposto de Renda de sua filha.
Surpresa
Enquanto isso numa declaração inesperada: o presidente do PTB, Roberto Jefferson, criticou José Serra, por usar, em seus últimos programas na TV, a imagem de Fernando Collor de Mello em ataques à adversária Dilma Rousseff. Para ele é “ruim a campanha do Serra insistir em bater no Collor/PTB. Me deixa em situação embaraçosa”, disse ele em sua página no Twitter.
O PTB se coligou com o PT em Alagoas, Estado, onde Collor é candidato ao governo. Serra ligou a candidata petista ao ex-presidente Fernando Collor. "A mesma baixaria contra a filha do Lula agora é usada contra a filha do Serra", lembrando a campanha de 1989. “O Collor em momento algum falou contra o Serra. Para que Serra está falando contra Collor? Me deixa mal”, disse Jefferson.
Últimas pesquisas
Duas novas pesquisas no fim de semana não mostram muitas novidades. A Datafolha mostrou a candidata do PT, Dilma Rousseff, com 50% das intenções de voto, contra 28% do candidato do PSDB, José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, obtém 10% no levantamento. Dos demais candidatos nenhum atingiu 1% das intenções de voto. De acordo com a pesquisa, brancos e nulos totalizam 4% e os que não sabem, 7%.
A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Levando em consideração a margem de erro, Dilma pode ter entre 48% e 52%, Serra, entre 26% e 30%, e Marina, entre 8 e 12%. O levantamento foi encomendado pelo jornal "Folha de S.Paulo". Foram realizadas 4.314 entrevistas em 203 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 27903/2010.
Na pesquisa anterior do Datafolha, feita no dia 26 de agosto, Dilma teve 49%, Serra, 29%, e Marina, 9%. Considerando só os votos válidos, ou seja, descontando brancos e nulos, a pesquisa Datafolha mostra que Dilma alcança 56%, o que seria suficiente para elegê-la já no primeiro turno. Serra fica com 32%, e Marina, com 11%. Na pesquisa anterior, a taxas de Dilma, Serra e Marina eram de 55%, 33% e 10%, respectivamente.
Segundo ainda o Datafolha, num segundo turno entre Dilma e Serra, a petista teria 56% e o tucano, 36%. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 55% das intenções de voto, e Serra, 36%.
A candidata Dilma Rousseff lidera, também, a pesquisa Ibope. Ela aparece com 51% das intenções de voto. E Serra soma 27% das preferências. Os dois registraram o mesmo percentual do levantamento realizado no final de agosto. Marina Silva, por sua vez, oscilou um ponto para cima e agora tem 9%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Num segundo turno, Dilma teria 55% das intenções, contra 33% de Serra. Foram ouvidos 3010 eleitores entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro.
Carlos Fehlberg







