
Na mente do eleitor médio é comum existirem lacunas relativas ao seu conhecimento sobre a política e o governo
O atalho cognitivo é o procedimento adotado por quem não possui um interesse auto-sustentado em política, para se informar e fazer escolhas, naquelas matérias constituídas por dados e informações difíceis de obter, e mais difíceis ainda de analisar e processar.
A informação interpessoal como atalho cognitivo
Grande parte dos eleitores, quando se sentem inseguros para avaliar a validade e importância de certas informações políticas, recorrem a pessoas de sua confiança para confirmá-las, e validá-las. Esta é sem dúvida, uma estratégia para economizar tempo e trabalho, e resolver as incertezas. Este enfoque dado por Popkin é uma adaptação moderna da clássica teoria do Two step flow of communication, desenvolvido por Lazarsfeld e Katz, da escola da Universidade de Columbia, na década de 40.
"O fluxo de informação em dois degraus (two step flow of communication) significa que muitas pessoas recebem a sua informação de maneira indireta, e que muitos deles, validam e incorporam o que leram ou ouviram, somente depois de haver trabalhado este material com outras pessoas" (Katz e Lazarsfeld - Personal Influence)
Segundo Popkin então:
"a campanha e a mídia somente enviam a mensagem inicial. Até que elas tenham sido checadas e validadas com outras pessoas, seus efeitos não se fazem sentir" (Popkin, op. Cit. Pg. 46)
A maioria das pessoas acompanha por alto o que está acontecendo - a economia vai bem ou vai mal; estamos em guerra ou não; o governo está indo bem ou mal etc - deixando para aqueles que fazem um "acompanhamento de perto" assim como aos especialistas, a tarefa de soar o sinal de alarma quando a situação é grave e perigosa. Feito o alerta, o cidadão comum sente-se motivado, e é acionado para tomar conhecimento do que está acontecendo.







