A condenação de Lula

Francisco Ferraz
Publicado em: 13/07/2017

Nada de surpreendente na condenação de Lula.

As primeiras reações indicam que se tratava de um fato esperado.

O juiz Sérgio Moro fez questão de proceder como é habitual em decisões judiciais: tornou público os termos da decisão e desapareceu do cenário. Lula, diz-se, que reagiu com serenidade. A mídia repercutiu sem sensacionalismo. Líderes do PT se pronunciaram reiterando as explicações que vinham oferecendo: que foi uma decisão parcial do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula sem provas e, que deverá ser reformada pelo Tribunal da 4ª. Região.

Reações moderadas, repercussão previsível, explicações conhecidas.

Ao que tudo indica, a pauta política deve voltar a se ocupar das dificuldades do governo Temer, das votações sobre admissibilidade para processar o presidente e sobre a Previdência Social.

Não creio, entretanto, que este estado de espírito de moderação e de expectativa para o próximo “round” da batalha judicial no Tribunal, vá se manter. Tudo leva a crer que todas as partes envolvidas: Lula, PT, CUT e a esquerda em geral esperavam e contavam com este desfecho para desencadear a próxima fase: a campanha presidencial de 2018.

Se a decisão judicial de condenação em primeira instância era uma decisão contra um ex-presidente, a decisão judicial de segunda instância (Tribunal) deverá ser tomada em relação a um possível próximo presidente.

Leia mais sobre a condenação de Lula em: A condenação de Lula: A repercussão 



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Gostaria de parabenizar as mudanças ocorridas no Política Para Políticos. Se antes já era muito bom, agora ficou excelente! Desde que descobri este site, praticamente todos dias navego em seus textos, que são de uma clareza nunca vista antes. Para quem deseja fazer uma análise mais crítica e uma reflexão mais profunda dos problemas da sociedade, principalmente os da área política, é só se tornar leitor assíduo do site. Depois de fazer um dever de justiça, que é elogiar esse trabalho, aqui fica uma pergunta, para reflexão. Por que no Brasil o único emprego (cargo e/ou função) que não se exige formação intelectual é para ser político profissional (presidente, governador, prefeito, senador, deputado e vereador)? No meu modo de pensar, já está (ou já passou) na hora de repensar a política e exigir dos nossos mandatários formação em administração pública, na arte e na ciência de fazer polítca com princípios éticos e voltados para o bem comum. Algumas palavras mágicas: respeito, justiça, democracia, paz, amor ao próximo e a natureza.

Filomeno Vieira Silva
Tocantinópolis - TO

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