A oratória da sedução

Francisco Ferraz
Publicado em: 27/06/2017

A oratória da sedução fala para o coração, como a oratória da argumentação fala para o cérebro. A primeira busca seduzir e conquistar, a segunda busca a aprovação.

Veja-se, como exemplo antológico da oratória da sedução, o comentário do clássico discurso de Marco Antônio, descrito por Plutarco (Vidas) e transposto para o teatro pela pena genial de Shakespeare.

Morto Cézar, pela conspiração de Brutus, a este compete vir a público explicar, nas escadarias do Senado, as razões para o assassinato de Cézar.
Seu discurso (dentro da oratória tradicional) alinhou razões lógicas para o regicídio: ele e seus amigos desejavam salvar Roma da ditadura, o que, segundo ele, somente seria possível com a eliminação de Cézar.

O povo aceitou a justificativa e acatou os argumentos. Afinal, Brutus era um homem reputado como honrado, e era filho de Cézar.

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Opinião do leitor

Sou radialista e, em meus programas, sempre comento ou analiso o comportamento da classe política. Agora, tenho enriquecido meus comentários diários com o que aprendo aqui. Tudo é de muita qualidade e fácil entendimento. Sem muita sofisticação, o que me parece desnecessário, nesse caso. Saudações e muito sucesso!

Fernando Tasso F. Alves
Sant\'Ana do Livramento - RS

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