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Não confunda coragem com imprudência e precipitação.

Francisco Ferraz
Publicado em: 22/06/2017

Devemos a Aristóteles, que escreveu sua obra no século III AC, a clássica definição das virtudes como o ponto intermediário de um continuum limitado por extremos, o principio da (mesotés), também conhecida como "justo meio", ou, na linguagem mais comum, a afirmação usual de que "a virtude está no meio".

Assim, a coragem é uma virtude situada no centro do continuum cujos extremos são a covardia e a temeridade. Todas as virtudes humanas, alcançáveis pelos homens comuns, ocupavam este posicionamento central entre dois extremos. Para ele, a virtude maior da política era pois a Prudência (Phronesis), pela qual o homem político ordenava sua conduta de forma a praticar a virtude - o meio entre os extremos.

Prudência, para Aristóteles, e para os pensadores políticos, nada tem a ver com o nosso correspondente sinônimo, "cautela". Prudência é uma virtude de cúpula, ética e politicamente. Ela corresponderia a "sabedoria moral", que é o fim último, o objetivo final do desenvolvimento moral.

Prudência é, pois, sabedoria, isto é: conhecimento + experiência. Para ele, prudência é a virtude peculiar ao governante. As demais virtudes como a coragem, a justiça, a temperança, são compartilhadas por governantes e governados, ainda que de forma diferente.

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