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O chicote e a escravidão - Basílio Machado.

Francisco Ferraz
Publicado em: 03/05/2017

Esta é uma peça oratória de raro brilho. Nela, o elegante e preciso uso da língua portuguesa alcança um patamar de excelência que a destaca. A estrutura do discurso é, igualmente, irreparável. Exórdio, desenvolvimento e peroração seguem os cânones clássicos da oratória, conferindo ao discurso clareza, unidade e coerência.

É de notar-se, em especial, a felicidade com que o autor constrói frases e expressões de forte efeito (assinaladas no texto). Notável também é o domínio que exerce sobre a audiência, ao manipular a curiosidade, criar o suspense, provocar a indagação, até o momento escolhido para revelar o pensamento impactante (veja-se neste sentido o período que prepara e antecede a apresentação do chicote como o símbolo universal da escravidão).

O tema é a escravidão. O discurso a denúncia. Pela emoção que desperta, ao verbalizar a indignação com a escravidão, e pela eloquência que contém, é um paralelo em prosa ao igualmente antológico "Navio negreiro" de Castro Alves, na poesia.

Porque nos reunimos? Para afirmar ... E o que afirmamos? Uma homenagem. Mas quem pressuroso acode a recebê-la? Ninguém. Pois que! O eminente cidadão, em cuja honra se organiza esta homenagem, não pode vencer as travadas linhas de solidão e de modéstia, em que se isolou, e desta arte se esquiva às aclamações que o esperam?

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