A pessoa como base, matéria-prima e limite da imagem - Imagem e personalidade: ser e parecer ser

Francisco Ferraz
Publicado em: 18/05/2017

Com frequência, os publicitários se baseiam no errôneo pressuposto de que sempre é possível construir a imagem desejada do político a partir do "zero" ou "na prancheta". Depois disso é só "vendê-la" ao eleitor, por meio de uma publicidade criativa. Tais estratégias colidem frontalmente com a realidade.

Nem o candidato consegue ser tão persuasivo negando sua própria realidade íntima, nem o eleitor é tão ingênuo para não perceber a mistificação que lhe é oferecida como realidade. Entre um e outro limite, encontra-se o espaço legítimo, realista e eficiente de construção e administração da imagem desejada.

Os trabalhos de construção de imagem encontram-se, inevitavelmente, balizados e pré-limitados pela personalidade. Forçar uma imagem desejada, contra traços de personalidade fortemente estabelecidos e profundamente enraizados é um desastre político certo.

A tradição política está recheada de aforismos sobre a relação existente entre "ser e parecer" - a problemática central da questão da imagem - que se tornaram célebres. Assim, Baltasar Gracián advertia no seu aforismo 130:

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